O caos no sistema aéreo brasileiro é um problema
de falta de credibilidade do governo.
Proposta: Todos os jornais têm noticiado
os atrasos nos aeroportos brasileiros e já se tornou um fato
comum o passageiro entrar na fila de espera – seja para embarcar,
seja para reclamar; Além disso, a Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac) já avisou que só
o Procon pode resolver o problema do passageiro que se sentir lesado
por causa dos atrasos e cancelamentos de vôos que têm
ocorrido. Para o consultor corporativo campineiro, Marcelo Prates,
os problemas no sistema aéreo nacional são problemas
relacionados à falta de credibilidade do governo brasileiro.
((((Marcelo Prates está à disposição
para falar sobre o tema)))).
Entrevistado: Marcelo Prates – Consultor
corporativo
Telefones: (19) 3231-5831// (19) 9601-3847
E-mail: marcelo.prates@aprendendoavencer.com.br
Assessoria de Imprensa
STAFF Comunicação
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Aline Monteiro Brito – (11) 8154-0174
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E-mail: edvania@staffjornalismo.com.br
Informações:
Considerações de Marcelo Prates:
- Para Marcelo Prates, as conseqüências para a competitividade
nacional no trágico e evitável acidente da Gol, não
poderiam ser diferentes; Segundo ele o coração do
problema é a ineficiência da gestão pública;
- O apagão aéreo ocorrido em 05/12, vem a corroborar
com nossa tese de que a ineficiência operacional, evidenciada
na segurança aérea brasileira, advém de processos
prioritariamente políticos, em detrimento da priorização
dos aspectos técnicos;
- Informações colhidas no site da Agência Nacional
de Aviação Civil, Anac (http://www.dac.gov.br/), sobre
a pane ocorrida no sistema aéreo em 05/12, que cortou a comunicação
por rádio paralisando o controle aéreo em Brasília,
dão a dimensão e a gravidade do problema.
- A Anac havia cancelado todos os vôos nos aeroportos de Confins,
em Minas Gerais, Juscelino Kubitschek em Brasília e Congonhas
em São Paulo;
- As previsões para a normalização no sistema
aéreo, no Brasil, vão se estendendo; É comum
entrar em filas no aeroporto, seja para embarcar, seja para reclamar;
Mas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
avisa que só o Procon pode resolver o problema do passageiro
que se sentir lesado por causa dos atrasos e cancelamentos de vôos
que têm ocorrido;
- Para Marcelo Prates a palavra "previsão" é
sintomática, pois, significa que quem pagou caro pela agilidade
do transporte aéreo, talvez consiga, num futuro incerto chegar
ao seu destino;
- Ele considera que a partir de agora se caminha em um campo das
hipóteses: Se a pessoa viaja de avião, talvez consiga
aparecer em sua reunião com clientes, talvez consiga comparecer
a audiência no fórum, ou talvez consiga viajar para
dar prosseguimento a um tratamento médico;
- Segundo ele, basta acompanhar o noticiário de televisão
para ver a frustração, desânimo e muitas vezes,
o desespero estampado na cara dos passageiros;
- Ele lembra, entretanto, que o IPVA, IPTU, Imposto de Renda, jamais
poderão atrasar, pois, não ocorrerá qualquer
pane nos sistemas que controlam esses impostos;
- Desta forma, Marcelo Prates não vê outra alternativa
que não a comparação da gestão pública
e seus processos, com os processos geradores de qualidade na iniciativa
privada;
- Prates exemplifica que podemos trabalhar com apenas um parâmetro
de produtividade, como índice de falha zero, ou zero unidades
defeituosas, amplamente utilizadas na indústria japonesa,
que considera excessivo qualquer número superior a uma peça
com defeito, a cada mil unidades produzidas; Considere então
o cancelamento de todos os vôos controlados pela capital federal,
no chamado "apagão aéreo" ocorrido em 05/12,
nada mais, nada menos do que 100% das unidades (vôos) fora
do padrão;
- Ele lembra que a indústria aérea está sujeita
a métodos de mensuração de qualidade, como
qualquer outra; Assim, Prates afirma que acabamos de inventar a
qualidade total às avessas, ou seja, criamos o defeito total;
- No dia 06/12 o jornal o Estado de São Paulo publicou que
a própria Policia Federal e o comando da Aeronáutica
suspeitam de sabotagem nos sistemas de controle aéreo feita
por sargentos controladores que reivindicam melhores salários;
- De acordo com Prates, como se não bastassem questões
de falha humana ou técnica, temos agora, uma possível
ação do partidos dos aproveitadores de plantão,
sempre muito ativo no país;
- Prates lembra que todo este problema gera riscos ao investidor
e incide negativamente sobre a carga tributária diminuindo
a competitividade nacional;
- O que se renova, na evolução do caso, é o
indiscutível fato de que o problema central do País,
e todas as suas conseqüências diretas e indiretas são
substancialmente questões de credibilidade;
- Prates afirma que a competitividade e a credibilidade de um país,
ou empresa se refletem e se prova no dia-a-dia do cidadão,
no salário que recebe, no imposto que paga, na qualidade
dos serviços que recebe em troca;
- Porém, para ele, salta aos olhos, que mesmo empresas modernas
e competitivas internacionalmente pouco podem fazer, quando submetidas
a processos gerenciais contaminados por interesses políticos
e, portanto, muitas vezes essas empresas acabam tendo seu maior
patrimônio, a força de sua marca, diminuído;
- Segundo a Consultoria Economática, Gol e TAM já
perderam juntas mais de 5 bilhões de reais em desvalorização
de suas ações; Saliente-se que 70% da riqueza produzida
nas grandes nações, está diretamente relacionada
com o nível de credibilidade que as instituições
e as empresas são capazes de oferecer a população
na prestação de serviços; Prates ressalta que
o cidadão é em primeira e em última instância
um cliente e não está disposto a pagar por qualquer
falha oriunda de seu prestador de serviço, não importando
se é um país ou empresa;
- Marcelo Prates afirma que credibilidade é garantia de qualidade
superior, de segurança e eficiência e esta lamentável
crise, que vitimou tantas pessoas, continua e continuará
a lançar cinzas sobre cada cidadão brasileiro, seja
ele consumidor, ou não, de bilhetes aéreos, pois invariavelmente,
pagará por ela mesmo ao tomar um simples café no bar
da esquina.
- Ele diz ainda que enquanto pairarem dúvidas sobre nossa
competência enquanto nação, enquanto questões
técnicas não forem separadas de questões políticas,
enquanto formos tomados de assalto pela crise da vez, viveremos
pacificamente as angústias de sermos brasileiros;
- Para Prates, aviões não podem esperar por previsões
quando estão no ar, vidas não podem ser administradas
como peças em linha de montagem e o descaso público
não pode nos tirar a fé em nós e em todos os
que merecem credibilidade;
Acidente da Gol: momento em que os problemas ganharam
força:
- Marcelo Prates acredita que uma das causas do acidente da Gol
é a ineficiência de gestão que permeia nossas
instituições públicas; Para ele, o trágico
acidente envolvendo a Gol e a Embraer - empresas privadas que, reconhecidamente,
são exemplos de "Best Practices" - nos serve de
reflexão, não como ponto de partida somente, mas,
como conseqüência inequívoca, em maior ou menor
grau, do que vez por outra pode se creditar ao chamado custo Brasil;
- Ele explica que para os interessados em casos empresarias de sucesso,
a Gol é um claro exemplo, pois, está sustentada estrategicamente
em oferecer serviços de qualidade a preços acessíveis;
Mas lembra que isso só foi possível pela habilidade
de seus gestores em gastar pouco em processos não críticos,
ou, relacionados às atividades meio ao mesmo tempo em que
gastam bem, ou seja, investem maciçamente em processos criadores
de valor superior para a sociedade (processos fim, ou centrais);
- Prates conta que na prática isso se traduz em ações
que privilegiam investimentos maciços em tecnologia e na
contratação e treinamento de pessoas altamente qualificadas,
de forma a propiciar resultados maiores em eficácia e produtividade;
- Para exemplificar, Marcelo afirma que a média de funcionários
em solo por avião nas empresas aéreas brasileiras
é de 170, a Gol utiliza apenas 100 e com melhores índices
de produtividade geral; Segundo ele, a esta forma estratégica
de gerir uma empresa dá-se o nome de estratégia genérica
de custo, metodologia estratégica proposta Michael Porter
há várias décadas e ainda mundialmente utilizada;
- De acordo com Prates, para esclarecer de forma lógica a
análise comparativa entre o case Gol e a gestão pública
é preciso avaliar o pensamento que orienta a tomada de decisão
do governo federal no que tange a gestão do transporte aéreo
nacional para buscarmos então, uma possível relação
com o acidente em questão;
- Para Marcelo Prates, fica evidente que a mesma gestão de
custos, tão bem estruturada e basilar no sucesso da GOL,
pode ter sido um dos fatores preponderantes na fatídica data
de 29 de setembro;
- Gastar mal, alocar recursos em áreas não críticas
ou centrais de um negócio é sempre fatal para uma
empresa;
- No caso de um país, isto se traduz em elevada percepção
de risco para o investidor, no aumento do déficit público
e conseqüentemente, em aumentos de impostos, o que inexoravelmente
implica na redução da competitividade.
- Temos um dos pilares de sustentação do desenvolvimento
de uma sociedade mais justa e uma grande lição que
a nação insiste em ignorar: Arrecadar menos e melhor,
de forma a permitir o equilíbrio nas contas públicas,
é a base de qualquer política socialmente sustentável;
- Para Prates, só então poderemos investir bem otimizando
resultados ao priorizar os temas contemporâneos e centrais
da "Fábrica Brasil S.A": Educação,
Saúde e Segurança; De outra forma, estaremos sempre
competindo nas divisões inferiores da economia mundial pagando
a diferença com muito suor, lágrimas e sangue;
Dados do Orçamento Geral da União destinado
à segurança de vôo:
- Marcelo Prates reforça sua idéia apresentando dados
referentes ao Orçamento Geral da União destinado à
segurança de vôo no território nacional. Todas
estas informações podem ser consultados na sala de
imprensa da Força Aérea Brasileira através
do site www.contasabertas.com.br
- Estavam previstos no orçamento investimentos da ordem de
R$ 240,2 milhões e só foram realizados R$ 55 milhões,
ou seja, apenas 22% do previsto. Sobre o total no orçamento
do Programa de Proteção e Segurança de Vôo,
estimava-se investimentos de R$ 531,6 milhões, entretanto,
foram investidos apenas R$ 172 milhões, que equivale a 32%
do estabelecido;
- Em relação aos gastos com equipamentos (aparelhamento)
estavam previstos no orçamento investimentos de até
R$ 77 milhões, mas o realizado foi de R$ 8,8 milhões:
10,2% do previsto;
- Segundo o comandante Célio Eugênio Júnior,
assessor de segurança de vôo do Sindicato dos Aeronautas,
há falta de investimento em tecnologia. Ele afirma que há
lugares no país em que não existem os radares de ponta
que só estão instalados em Brasília e São
Paulo;
- Com relação à reciclagem, pode-se dizer que
a falta de treinamento e atualização dos técnicos
responsáveis pelo controle do tráfego aéreo
é uma reclamação unânime entre especialistas
do setor.
Marcelo Prates:
É graduado em administração de empresa, mestrando
em estratégia empresarial pela Universidade de São
Paulo (USP), especialista em marketing estratégico pela Escola
Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), com MBA em gestão
de equipes de alto desempenho pela Fundação Getúlio
Vargas e Ohio University; Prates é palestrante corporativo,
consultor e professor de pós-graduação, na
área de negócios.
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