Caso Gol: A gestão de custos no governo pode ter sido
um dos fatores preponderantes para o acidente.
Proposta: Alguns jornais noticiaram no início,
da semana, que nos próximos dias deve sair o laudo do acidente,
da Gol, que será entregue, primeiramente, aos familiares
das vítimas. Para o consultor corporativo campineiro, Marcelo
Prates, a gestão de custos na Gol é bem estruturada
e fundamental no sucesso da empresa. Entretanto, a gestão
de custos no governo pode ter sido um dos fatores preponderantes
na fatídica data de 29 de setembro, dia do maior acidente
aeronáutico do país. Segundo Prates, gastar mal e
alocar recursos em áreas não críticas, ou,
centrais de um negócio é sempre fatal e foi o que
aconteceu com o governo, que reduziu os investimentos destinados
à segurança de vôo no país.
((((Marcelo Prates está à disposição
para falar sobre o tema)))).
Entrevistado: Marcelo Prates – Consultor
corporativo
Telefones: (19) 3231-5831// (19) 9601-3847
E-mail: marcelo.prates@aprendendoavencer.com.br
Assessoria de Imprensa
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Edvania Cardoso – (19) 9742-2815
E-mail: edvania@staffjornalismo.com.br
Informações:
- Marcelo Prates acredita que uma das causas do acidente da Gol
é a ineficiência de gestão que permeia nossas
instituições públicas;
- Ele gostaria de levantar pontos de deficiência crônica
que subjaz a imensa maioria das políticas e processos culturalmente
arraigados em nosso país e suas conseqüências
para a competitividade da economia nacional.
- Para ele, o trágico acidente envolvendo a Gol e a Embraer
- empresas privadas que, reconhecidamente, são exemplos de
“Best Practices” - nos serve de reflexão, não
como ponto de partida somente, mas, como conseqüência
inequívoca, em maior ou menor grau, do que vez por outra
pode se creditar ao chamado custo Brasil;
- Ele explica que para os interessados em casos empresarias de sucesso,
a Gol é um claro exemplo, pois, está sustentada estrategicamente
em oferecer serviços de qualidade a preços acessíveis;
Mas lembra que isso só foi possível pela habilidade
de seus gestores em gastar pouco em processos não críticos,
ou, relacionados às atividades meio ao mesmo tempo em que
gastam bem, ou seja, investem maciçamente em processos criadores
de valor superior para a sociedade (processos fim, ou centrais);
- Prates conta que na prática isso se traduz em ações
que privilegiam investimentos maciços em tecnologia e na
contratação e treinamento de pessoas altamente qualificadas,
de forma a propiciar resultados maiores em eficácia e produtividade;
- Para exemplificar, Marcelo afirma que a média de funcionários
em solo por avião nas empresas aéreas brasileiras
é de 170, a Gol utiliza apenas 100 e com melhores índices
de produtividade geral; Segundo ele, a esta forma estratégica
de gerir uma empresa dá-se o nome de estratégia genérica
de custo, metodologia estratégica proposta Michael Porter
há várias décadas e ainda mundialmente utilizada;
- De acordo com Prates, para esclarecer de forma lógica a
análise comparativa entre o case Gol e a gestão pública
é preciso avaliar o pensamento que orienta a tomada de decisão
do governo federal no que tange a gestão do transporte aéreo
nacional para buscarmos então, uma possível relação
com o acidente em questão;
Dados do Orçamento Geral da União destinado
à segurança de vôo:
- Marcelo Prates reforça sua idéia apresentando dados
referentes ao Orçamento Geral da União destinado à
segurança de vôo no território nacional; Todas
estas informações podem ser consultados na sala de
imprensa da Força Aérea Brasileira através
do site www.contasabertas.com.br
- Estavam previstos no orçamento investimentos da ordem de
R$ 240,2 milhões e só foram realizados R$ 55 milhões,
ou seja, apenas 22% do previsto; Sobre o total no orçamento
do Programa de Proteção e Segurança de Vôo,
estimava-se investimentos de R$ 531,6 milhões, entretanto,
foram investidos apenas R$ 172 milhões, que equivale a 32%
do estabelecido;
- Em relação aos gastos com equipamentos (aparelhamento)
estavam previstos no orçamento investimentos de até
R$ 77 milhões, mas o realizado foi de R$ 8,8 milhões:
10, 2% do previsto;
- Segundo o comandante Célio Eugênio Júnior,
assessor de segurança de vôo do Sindicato dos Aeronautas,
há falta de investimento em tecnologia; Ele afirma que há
lugares no país em que não existem os radares de ponta
que só estão instalados em Brasília e São
Paulo;
- Com relação à reciclagem, pode-se dizer que
a falta de treinamento e atualização dos técnicos
responsáveis pelo controle do tráfego aéreo
é uma reclamação unânime entre especialistas
do setor.
Considerações de Prates:
- Para Marcelo Prates, fica evidente que a mesma gestão de
custos, tão bem estruturada e basilar no sucesso da GOL,
pode ter sido um dos fatores preponderantes na fatídica data
de 29 de setembro;
- Gastar mal, alocar recursos em áreas não críticas
ou centrais de um negócio é sempre fatal para uma
empresa;
- No caso de um país, isto se traduz em elevada percepção
de risco para o investidor, no aumento do déficit público
e conseqüentemente, em aumentos de impostos, o que inexoravelmente
implica na redução da competitividade.
- Temos um dos pilares de sustentação do desenvolvimento
de uma sociedade mais justa e uma grande lição que
a nação insiste em ignorar: Arrecadar menos e melhor,
de forma a permitir o equilíbrio nas contas públicas,
é a base de qualquer política socialmente sustentável;
- Para Prates, só então poderemos investir bem otimizando
resultados ao priorizar os temas contemporâneos e centrais
da “Fábrica Brasil S.A”: Educação,
Saúde e Segurança; De outra forma, estaremos sempre
competindo nas divisões inferiores da economia mundial pagando
a diferença com muito suor, lágrimas e sangue;
Marcelo Prates:
É graduado em administração de empresa, mestrando
em estratégia empresarial pela Universidade de São
Paulo (USP), especialista em marketing estratégico pela Escola
Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), com MBA em gestão
de equipes de alto desempenho pela Fundação Getúlio
Vargas e Ohio University. Prates é palestrante corporativo,
consultor e professor de pós-graduação, na
área de negócios. |